Delegado do Cremerj confirma insatisfação de médicos do HSJB

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Delegado do Cremerj confirma rebelião dos médicos do Hospital São João Batista, tal qual divulgamos na manhã desta sexta-feira, dia 24.

Numa entrevista concedida ao jornal Diário do Vale, no final da tarde desta sexta-feira, o delegado do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), em Volta Redonda, Felipe Canavez, confirmou que os médicos estão insatisfeitos com a OS que administra o estabelecimento de saúde.

Veja a transcrição da declaração, feita por mensagem de áudio, publicada pelo jornal:

“Existe uma insatisfação muito grande dos médicos com a qualidade de trabalho. Isso é um fato. Na verdade, o Cremerj participou de uma fiscalização no mês passado e chegou a ver alguns problemas lá no Hospital São João Batista. Muitos problemas vêm sendo trazidos para a delegacia, principalmente desde que veio essa OS que assumiu o São João Batista, e parece que existe uma falta de diálogo muito grande entre os médicos e a direção”.

“Eu cheguei a participar de muitas assembleias e parece que existe uma falta de diálogo muito grande. O pleito dos médicos é extremamente correto; eles estão brigando por condições de trabalho. Eles estão vendo que as condições de trabalho erradas podem aumentar as chances de eles se contaminarem e contaminarem os próprios pacientes”.

“E parece que não houve uma resposta satisfatória da direção, e chegou nessa questão (dos pedidos de) demissão em massa. Alguns médicos me falaram que já está tendo uma procura por parte da Secretaria Municipal de Saúde e provavelmente vai ter uma reunião na semana que vem”.

(A reunião está marcada para a próxima terça-feira)

“O que a gente quer é isso, que a secretaria e que a direção consigam chegar a um termo, e não tenha de forma alguma essa demissão em massa. Esses médicos, terceiros clínicos, são extremamente experientes e importantes para o funcionamento”.

“O que eles alegam é que, além do trabalho da emergência, eles tiveram que ficar cuidando dos pacientes internados no CTI próprio de Covid e esse trabalho ficou extremamente sobrecarregado. O que posso falar é que não está certo ainda que vai ter a demissão; vai ser tentado algum tipo de negociação, mas o pleito é extremamente lícito e válido o que os médicos estão argumentando”.

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