Empresas de VR pagavam R$ 5 mil por mês para ter informações antecipadas de investigações da PF

Investigações da Polícia Federal descobriram que um grupo de empresários de Volta Redonda, do ramo de saúde, pagavam uma espécie de mensalinho, no valor de R$ 5 mi reais, para que delegados federais dessem informações sobre qualquer operação contra eles. Um dos grupos atuava fornecendo medicamentos a prefeituras do estado. Segundo as investigações, o pagamento era feito ao delegado Wallace Noble, de 39 anos, para que ele desse informações de possíveis investigações sobre o setor. O suspeito foi preso, no dia passado, na segunda fase da operação Tergisversação. Um empresário que, também, está com mandado de prisão expedido pela Justiça, não foi encontrado. A polícia diz que já comprovou pagamentos de R$ 10 milhões em propina. O Ministério Público Federal diz que havia uma organização criminosa que agia de maneira sistêmica dentro da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Segundo a corporação, as investigações mostram ainda que, apenas durante os meses de fevereiro e abril de 2017, o delegado preso teria recebido R$ 480 mil em propinas pagas por empresas localizadas em Volta Redonda.

Na ocasião, o delegado estava em missão na região e conseguiu concluir o inquérito em pouco tempo tomando presencialmente o depoimento de envolvidos que residiam no Rio, o que não é habitual, pois o depoimento poderia ser colhido através de carta precatória. Depoimentos de colaboradores e depósitos bancários obtidos pela Polícia Federal comprovariam que esta forma de agir foi amaneira encontrada pelo delegado federal para seaproximar dos investigados e receber propinas. A primeira etapa da operação, em junho do ano passado, prendeu outro delegado que participava do esquema na Polícia Federal, um escrivão da corporação e um advogado.

 

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