Polícia Civil prende sete pessoas acusadas de tortura, sequestro, homicídio, roubo e tráfico na Baixada

Sete pessoas foram presas, na tarde deste sábado, na primeira fase da operação Fim da Linha, realizada pela Polícia Civil, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Elas são acusados de tortura, sequestro, homicídio, roubo e tráfico de drogas na Comunidade da Linha, em São João de Meriti. A ação tinha objetivo de cumprir oito mandados de prisão contra integrantes de uma organização criminosa que comanda o tráfico de drogas e realiza extorsões na região. Foram presos Augusto da Silva Guerreiro, Lucas Nicácio de Barros, Matheus Nicácio de Barros, Júlio César Menez Alves, Ivo de Lira Pontes Barreto e Igor Rocha Reis. Um menor foi apreendido.

Segundo as investigações da 64ª (DP), os traficantes Paulo Cesar Nascimento dos Santos, o Fedorê, chefe do tráfico na Comunidade do Carrapato, e João Lucas Souza Silva, o Neguinho do Cobra, chefe do tráfico da Comunidade do Cobra, se associaram para sequestrar, torturar e matar diversas pessoas no município. Entre elas, alguns comerciantes que não concordavam com taxas cobradas pela quadrilha. Um dos crimes investigados é o assassinato do comerciante Ramiro Francisco do Nascimento, dono do Bar Miru´s, dia 29 de setembro.

As investigações mostram que, dia 4 de abril, uma vítima foi sequestrada e levada para o interior da Favela da Linha, onde, após ser espancada por um grupo de seis traficantes, foi asfixiada até desmaiar. A vítima conseguiu fugir após recuperar a consciência, momento em que os traficantes, acreditando que ela estava morta, debatiam onde iriam “desovar” o corpo.

Segundo a polícia, Fedorê e Neguinho do Cobra são considerados foragidos. Eles são investigados por serem os autores e executores de diversos homicídios recentemente praticados em São João de Meriti. Fedorê está com a prisão decretada por outros crimes e o Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 5 mil de recompensa por informações que levem até sua prisão.

Informações de inteligência apontam que essas favelas são estratégicas para a facção, pois geram lucros diretamente para o núcleo da organização criminosa. A investigação durou seis meses e contou com mapeamento realizado por Drone, além de diversas diligências nas comunidades da Linha, Carrapato e Jaqueira.

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