Ministérios perdem até 58% do Orçamento em 2020

Orçamento de órgãos e ministérios do governo federal em 2020 despencou até 58% na comparação com a proposta deste ano. Foi esse o tamanho do corte nas verbas destinadas ao Ministério do Turismo, proporcionalmente o órgão que mais perdeu recursos. A pasta terá R$ 200 milhões para tocar ações, projetos, investimentos e manter suas estruturas, dinheiro que não inclui o pagamento de salários.

O aperto anunciado pelo governo no Orçamento do próximo ano foi generalizado. Apenas sete de 31 ministérios e órgãos do governo escaparam do corte de gastos. Essa conta inclui as agências reguladoras, que passarão a ter gestão independente dos ministérios.

A proposta entregue ao Congresso Nacional, na última sexta-feira, prevê o menor patamar de despesas para custeio da máquina e investimentos da série histórica, iniciada em 2009.

Em 2020, o governo terá R$ 89,1 bilhões para os gastos de custeio, que são classificados como não obrigatórios, mas englobam despesas com investimentos energia elétrica, água, terceirizados e materiais administrativos, além de bolsas de estudo e emissão de passaportes. Os gastos obrigatórios vão consumir 94% do Orçamento no próximo ano, dinheiro destinado principalmente para pagar aposentadorias e salários de servidores.

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos terá a verba reduzida em 41%, para R$ 220 milhões. Os ministérios de Minas e Energia, de Infraestrutura e do Meio Ambiente verão seu orçamentos cairem 30% cada um.

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