Samuca Silva pretende pagar o piso nacional ao magistério

Samuca Silva pretende pagar o piso nacional ao magistério, mas isso depende de receber cerca de 2 bilhões de reais da dívida ativa do Município.

O anúncio foi feito no dia passado, mas o pagamento a todos os professores da rede municipal depende do recebimento dos recursos da dívida ativa (valor devido por contribuintes ao município). A informação dada por ele ocorreu na abertura do Fórum de Avaliação e Monitoramento do Plano Municipal de Educação, realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação, no bairro Niterói.

Ele não fixou uma data, pois depende da licitação que será feita ainda este mês para que instituições financeiras apresentem propostas para realizarem a cobrança da dívida ativa, que atualmente chega a R$ 2 bilhões.

Segundo o prefeito, “apesar da crise financeira e do alto índice de endividamento, através de uma gestão inovadora a cidade avança para cumprir o piso do magistério”.

O prefeito afirmou que este é o seu único compromisso financeiro assumido para a utilização desse recurso. Seu objetivo é melhorar o salário do profissional de educação. Assinando o contrato, parte desse recurso será destinada a honrar o compromissoassumido por ele para que nenhum profissional de educação de Volta Redonda receba menos que o piso nacional.

O prefeito aproveitou a ocasião para anunciar um investimento de 2 milhões e meio de reais para a implementação de laboratórios de informática em 57 escolas municipais. A verba é do PAR (Plano de Ações Articuladas), do Ministério da Educação.

Samuca afirmou que está atuando com responsabilidade. Em um momento de crise financeira, com uma dívida maior que a arrecadação, somente com uma gestão eficiente e inovadora será possível conseguir avançar na valorização dos profissionais de educação. Ao contrário de outros, o prefeito diz: “não anunciamos cortes, anunciamos avanços”. Durante o fórum foram votadas as alterações propostas para o plano e em seguida, haverá o encaminhamento para aprovação pela na Câmara de Vereadores.

De acordo com a coordenadora da Equipe Técnica de Monitoramento e Avaliação do Plano Municipal de Educação, Sammar Bella Santos, a análise técnica foi apresentada durante o Pré-Fórum realizado no Colégio Getúlio Vargas, com a participação decerca de 400 pessoas, e nesta segunda-feira, o encontro foi deliberativo, decidindo quais alterações serão feitas.

“O Plano Municipal de Educação foi aprovado em 2017 e é um planejamento para 10 anos para a educação. De dois em dois anos, ele precisa ser monitorado e avaliado. É preciso saber se o que estava previsto no plano está acontecendo e se está em andamento. Essa primeira etapa é o monitoramento, acompanhar as ações previstas para a educação e tornar o plano mais adequado”, explicou a coordenadora.

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