Justiça pede prisão de José Dirceu

A Justiça do Paraná mandou prender novamente o ex-ministro José Dirceu, na noite passada. O juiz federal Luiz Antonio Bonat informou que Dirceu tem até as 16 horas de hoje, sexta-feira, 17de maio para se entregar à Polícia Federal, em Curitiba. Ao site G1, o advogado dele, Roberto Podval, disse que o ex-ministro vai se entregar.

A determinação foi feita após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negar um recurso da defesa, que pedia prescrição da pena de 8 anos e 10 meses na segunda condenação dele na Lava Jato.

Após a decisão, que foi unânime, foi solicitado “imediato ofício para início do cumprimento da pena ao juízo de primeiro grau”, em Curitiba, no Paraná, que executa as prisões.

O ex-ministro ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017. Na ocasião, ele obteve também no STF um habeas corpus para aguardar o julgamento dos recursos em liberdade, mas com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Em maio de 2018, após esgotados os recursos no TRF-4 sobre sua primeira condenação na Lava Jato, ele foi preso novamente. No fim de junho, porém, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o réu solto até que os recursos dele sejamjulgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O processo da primeira condenação apura irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras. O ex-ministro teve a pena aumentada de 20 anos e 10 meses para 30 anos e 9 meses no TRF-4 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O valor de corrupção envolvido nestes atos foi estimado em R$ 60 milhões, e cerca de R$ 65 milhões foram lavados.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região também determinou que as penas de João Vaccari Neto e José Carlos Bumlai passem a ser cumpridas. Os recursos do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores e do pecuarista foram negados em julgamento no dia passado.

Vaccari foi condenado por corrupção passiva a 6 anos e 8 meses de reclusão. Já Bumlai, a 9 anos e 10 meses por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.

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