Samuca Silva recebe hoje comissão para discutir intervenção nas linhas da Viação Sul Fluminense

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, vai receber daqui a pouco, às 9 horas, uma comissão especial da Câmara de vereadores e dirigentes do Sindicato dos Rodoviários. Na pauta, a intervenção decretada por ele nas linhas municipais operadas pela Viação Sul Fluminense, na última sexta-feira. Com isso, a atuação de outras três empresas, Elite, Cidade do Aço e Pinheiral, em dez das trinta e uma linhas, até então sob concessão da Sul Fluminense, que seria iniciada hoje, está temporariamente adiada. Os ônibus da Sul Fluminense estão circulando normalmente nesta manhã de terça-feira, segundo informações da empresa.

Samuca Silva decidiu, na noite passada, atender ao pedido feito por integrantes de uma comissão especial da Câmara, formada por Washington Granato, Pastor Washington Uchoa e Rodrigo Furtado.

No dia passado, cerca de 500 empregados da Viação Sul Fluminense, acompanhados de diretores da empresa, fizeram uma manifestação pacífica. No meio da tarde, eles saíram em caminhada desde a garagem da empresa, no bairro Voldac, até o Praça Sávio Gama, no Aterrado. Diante do Palácio 17 de Julho, fizeram uma manifestação contra o decreto do prefeito, porque estão certos de que perderão seus empregos. Em seguida, os rodoviários da Sul Fluminense seguiram para a Câmara, onde lotaram o plenário na sessão da noite passada.

Os trabalhadores receberam a solidariedade de praticamente todos os vereadores. Alguns usaram a palavra para elogiar a união dos donos da Sul Fluminense com trabalhadores e, ao mesmo tempo, cobrar que esta união se estenda, por exemplo, ao fim da dupla função, em que motoristas são obrigados a trabalhar como cobradores.

Na sessão, que teve ainda a presença do deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, o Sindicato dos Rodoviários teve direito a fazer uso da palavra na Tribuna Livre. E o vicepresidente Luiz Rogério disse que não tem dúvidas de que haverá desemprego na empresa, se a Sul Fluminense perder de imediato, como prevê o decreto do prefeito, as dez linhas mais rentáveis entre as trinta e uma que opera.

A Viação Sul Fluminense tem hoje cerca de mil empregados na ativa. Segundo o sindicato, para operar as vinte e uma linhas restantes não seriam necessários mais que 200 rodoviários, o que significaria a demissão imediata de 800 trabalhadores.

Além da reunião desta manhã, o prefeito Samuca Silva terá hoje outro encontro relacionado ao caso da Sul Fluminense: será com promotores do Ministério Público do Trabalho, na tentativa de garantir os direitos dos trabalhadores.

Um ofício, pedindo a reunião, foi protocolado no dia passado. O prefeito ressalta que está atuando para manteros direitos dos trabalhadores e,também, garantir que “os bons funcionários” sejam absorvidos pelas empresas que irão assumir as linhas da Sul Fluminense.

Ao mesmo tempo em que considera ser necessário preservar o emprego dos rodoviários da Sul Fluminense, Samuca aponta a necessidade de dar um retorno positivo aos usuários das linhas operadas pela empresa, que reclamam da má qualidade do serviço.

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