Vale sabia da precariedade do sistema de monitoramento de barragem

Pouco depois da tragédia de Mariana e um ano e três meses antes da ocorrência em Brumadinho, a Vale e o Ministério das Minas e Energia foram alertados para a precariedade do sistema de monitoramento. A revelação é feita hoje pelo repórter Francisco Édson Alves, na página 7 do jornal O DIA, em matéria exclusiva com Hamilton Luiz Silva, de 46 anos, sócio e diretor de Negócios da Minipa Sense, empresa que trabalha com sistemas de alarmes e sensoriamento por fibra óptica.

No final de novembro de 2015, no IV Simpósio sobre Segurança de Barragens e Ricos Associados, em Porto Alegre, ele demonstrou a eficácia do sistema óptico na prevenção de catástrofes. Alertou que com o sistema elétrico, quando cai um raio ou tem variação de energia, queima tudo. Por isso a empresa inventou o sistemaóptico. O sistema foi apresentado também para o então secretário Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério das Minas e Energia, Vicente Lobo e toda a sua área técnica.

Hamilton Luiz da Silva, lamenta: “Infelizmente, as várias reuniões não resultaram em nada”.

A reportagem do jornal O DIA não conseguiu contato com os funcionários do Ministério das Minas e Energia, nem com a Vale.

A falta de providências para melhorar o monitoramento resultou na tragédia que até agora conta 165 mortos, 160 desaparecidos e 138 desabrigados, segundo o site UOL. As buscas entram hoje, segunda-feira, no 18º dia. O foco da atuação das equipes de resgate está sendo na usina ITM, na área administrativa (refeitório, casa e estacionamento), na área da ferrovia, em áreas de acúmulo de rejeito. Há 35 homens em campo na busca pelas vítimas. 

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