Sede do Voltaço é alvo de diligência da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil

Agentes da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro estiveram na tarde desta terça-feira (dia 4) na sede do Voltaço, no bairro São Lucas, dando continuidade às investigações que apura suposta irregularidade na administração do clube, como transações financeiras suspeitas e fortes indícios de fraude no processo eleitoral do clube. De acordo com as primeiras informações, pelo menos quatro pessoas ligadas ao clube foram notificadas para prestar depoimento na próxima sexta-feira. Não há informações de cumprimento de mandados de busca e apreensão de documentos.

No último dia 27 de novembro, a ex-funcionária do clube Eloanna Oliveira Carneiro, em depoimento à Delegacia de Deflagrações da Polícia Civil denunciou possíveis irregularidades no cadastramento de sócios. A declaração reforçou a tese da ala de oposição, que busca comprovar na Justiça a falta de transparência na condução do pleito por parte da atual diretoria, que busca a reeleição. No procedimento 911-00278/2018, Eloanna detalha que o primeiro pagamento como sócia aconteceu em fevereiro deste ano e mesmo assim o nome dela consta como apta na lista de votantes para a próxima eleição, infringindo o estatuto do Voltaço.

Fora isso, a ex-funcionária confirmou que deve quatro meses de mensalidade. No depoimento prestado à delegada Patrícia Aguiar, Eloanna afirmou conhecer outras pessoas, funcionários do clube ou não, que estão na mesma situação. Ainda sobre o esquema supostamente irregular, a ex-auxiliar administrativo do Voltaço garante ter visto o atual dono do cargo entrar no clube com cadastros já preenchidos.
Além disso, Eloanna envolve o vice-presidente de futebol Flávio Horta Júnior, filho do presidente Flávio Horta, ao afirmar que o dirigente recebia o valor arrecadado nas bilheterias dos jogos. “O lucro líquido era repassado diretamente e em mãos ao filho do presidente do clube, Flávio Cautieiro Horta Jardim Júnior, ou à gerente Sabrina Maciel”, aponta parte do depoimento. Eloanna começou a trabalhar no Tricolor de Aço em 2015. Em entrevista ao site Globoesporte.com, o presidente Flávio Horta reagiu às denúncias. “Hoje, ela é funcionária do exp-residente, saiu do Volta Redonda e foi trabalhar na firma do ex-presidente. Ela nunca fez qualquer tipo de reclamação nesse sentido”, afirmou.

Notificação

A disputa pelo comando do Voltaço teve mais uma semana marcada por idas e vindas no campo judicial. Menos de 24 horas após o conselho deliberativo votar pelo afastamento por 30 dias do presidente Flávio Horta, a Justiça revogou a decisão, na quinta-feira (dia 29). O afastamento, decidido por unanimidade pelos conselheiros, foi motivado pelas denúncias de possíveis irregularidades também nas contas do clube. Antes do decreto judicial, o vice Gabriel Torturella, hoje principal opositor, que seria o dirigente interino, foi barrado no portão de acesso à sede, no bairro São Lucas. Seguranças armados fizeram um cordão de isolamento na manhã de quinta-feira. A eleição do clube está marcada para o dia 8 de dezembro.

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