Ministerio Público vai cobrar explicações de paróquia de São Sebastião sobre obras na Igreja

PRA COMEÇO DE CONVERSA…

O Ministério Público Estadual (MPRJ), através dos Direitos Difusos e Coletivos à Proteção de Patrimônios, vai cobrar explicações da Arquidiocese de Barra do Piraí-Volta Redonda e da Paróquia de São Sebastião, em Barra Mansa, no Sul Fluminense, sobre as obras iniciadas no altar da igreja matriz (de 1859). O templo é tombado como Patrimônio Histórico Municipal. Hoje, às 9h, o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Marcelo Bravo, em reunião aberta ao público, também cobrará explicações ao pároco.

“A paróquia cometeu infração ao ignorar a lei de tombamento (4.492/2015)”, afirma o advogado Ricardo Maciel. Na quarta-feira, a reportagem do DIA constatou que os serviços estavam paralisados.

A intenção da cúpula da igreja de substituir o painel sacro, de meados de século passado, ainda intacto apesar de a frente do altar já estar destruída, se transformou em uma crise sem precedentes entre fiéis, com apoio de alguns padres e a Cúria, que tem o italiano Francisco Biasin como bispo. De milenar arte árabe-portuguesa, em azulejos vitrificados, o painel não tem problema estrutural. O bispo e o pároco são acusados de “implicar com o desenho do antigo painel”, supostamente por atribuírem a ele, “inspiração maçônica”.

Nas redes sociais, as críticas a Biasin e Milan pela “obra desnecessária” se multiplicam. A direção da paróquia postou imagem de um novo painel, sem falar em custos e onde tal estrutura será instalada, conforme o DIA vem cobrando.

“Apenas uma linda proposta para celebrar 180 anos da matriz, sem demolir ou tocar no antigo painel”, diz o texto acima da imagem. Em seguida, entretanto, dezenas de protestos foram postados. “Decisão arbitrária e lamentável”, postou Sérgio Resende. “Gasto desnecessário”, escreveu Célia Hartung.

Hoje, assinaturas para um abaixo-assinado que será encaminhado ao Papa Francisco serão coletadas entre 8h e 11h na Praça da Matriz. Amanhã, às 10h, devotos prometem participar do Abraço à Matriz e ameaçam fazer vigília permanente para impedir o avanço das obras.

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