OPERAÇÃO COMANDADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PRENDE NOVE SUSPEITOS DE TRÁFICO EM CIDADES DA REGIÃO, MAS É DURAMENTE CRITICADA POR DELEGADO DE BARRA MANSA

Uma operação deflagrada na manhã passada sob o comando do promotor de Pinheiral, HENRIQUE ARAGÃO BASTOS, resultou na prisão de nove pessoas suspeitas de tráfico. A operação ocorreu em Pinheiral, Volta Redonda e Quatis. Batizada de “Hidra 2”, a ação contou com o apoio de policiais militares dos batalhões de Volta Redonda e Resende. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos também mandados de busca e apreensão. O Ministério Público denunciou à Justiça por tráfico e associação para o tráfico de drogas, trinta e uma pessoas, sendo que vinte e duas já se encontravam presas.

A operação, no entanto, foi duramente criticada pelo delegado titular de Barra Mansa, RONALDO APARECIDO. Na tarde passada, ele afirmou que as investigações sobre os suspeitos vinha sendo realizada há meses pela sua delegacia, que já havia, inclusive, pedido à Justiça a prisão dos suspeitos. Ele disse ter sido surpreendido com a atitude do promotor de Pinheiral, que sequer deu conhecimento à Polícia Civil da operação. Ainda segundo o delegado de Barra Mansa, da forma como foi feita, isoladamente, a ação comandada pelo promotor HENRIQUE BASTOS causou um prejuízo enorme às investigações e jogou por terra todo o trabalho dos policiais. Ele disse não compreender por que a Polícia Civil não foi chamada a participar, já que a corporação vem trabalhando há vários anos em conjunto com o Ministério Público, numa relação de confiança mútua. Afirmou ainda RONALDO APARECIDO que nem os promotores do Gaeco, o Grupo de Apoio ao Combate ao Crime Organizado, do próprio Ministério Público, tiveram conhecimento da operação. Para o delegado de Barra Mansa, o Ministério Público estadual usurpou da função que cabe à Polícia Civil, de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. No final da tarde passada, o delegado comunicou oficialmente o ocorrido à Chefia de Polícia Civil do Rio e à Secretaria de Segurança Pública. O promotor foi procurado pela produção do programa para se pronunciar sobre as declarações do delegado de Barra Mansa, através da assessoria de comunicação do Ministério Público estadual. Até o momento, não houve resposta.

 

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